Reinserção Social

Neste eixo, avaliamos que o processo de reinserção social só pode ser compreendido a partir do desenvolvimento da noção de exclusão social, que implica segundo Duarte (2004) “numa dinâmica de privação por falta de acesso aos sistemas sociais básicos, como família, moradia, trabalho formal ou informal, saúde, dentre outros.” É exatamente este processo de exclusão que se impõe à vida do público que buscamos atender.

A reinserção assume o caráter de reconstrução das perdas e seu objetivo visa capacitar o sujeito para resgatar sua cidadania comprometida pela situação de desabrigo, como é o caso do Acolhimento Institucional.

O processo de reinserção social será de forma articulada com a rede socioassistencial e de outros serviços de políticas públicas setoriais, para assim fortalecer o vínculo familiar e comunitário, bem como promover a autonomia e a reinserção social de cada indivíduo em sociedade.      

                                                      

Partimos da premissa de valorização de cada indivíduo, pois a atenção voltada às necessidades, falas, sugestões, críticas, contribuem para que o serviço ofertado se aperfeiçoe e contemple a necessidade de cada indivíduo.

Enquanto Instituição, e por meio de sua equipe, analisaremos o homem em sua integralidade, o incentivando e criando estratégias para a total participação no seu processo de Acolhimento, favorecendo seu protagonismo, autonomia e senso crítico.

Diante de todas essas peculiaridades, cada acolhido é instigado a descontruir, reconstruir e ressignificar sua trajetória de vida diante da realidade apresentada.

Essas ações visam a autonomia individual de cada envolvido no processo, a resolução de problemas, a superação de violências e de situações de vulnerabilidade e risco, para a defesa e garantia de direitos, a efetiva ampliação e a concretização do protagonismo de cada indivíduo frente à sua realidade, compreendendo o processo de reorganização pessoal e social.